RESENHA: SANTUÁRIO DOS VENTOS

julho 11, 2018


Autor: George R.R. Martin & Lisa Tuttle
Editora: Leya
Ano de lançamento: 2018
Páginas: 416
Sinopse: George R.R. Martin, autor de “As Crônicas de Gelo e Fogo” e “Wild Cards”, e Lisa Tuttle reuniram seus talentos para presentear o leitor com Santuário dos Ventos, uma obra ambiciosa e emocionante, que, combinando ficção científica e fantasia, chega às livrarias pela LeYa. O romance, ambientado num planeta distante, conta a história de Maris e seu sonho de se tornar um dos voadores, grupo de habitantes mais prestigiado do Santuário dos Ventos. Para isso, recorrerá a tudo que estiver a seu alcance para conquistar as preciosas asas – abalando a sociedade em que vive e gerando uma série de novas questões morais entre os voadores e os “confinados à terra”. Afinal: quem merece ganhar os céus? E até que ponto a benção se torna também uma maldição?




“O fato de uma coisa sempre ter sido feita de um jeito não quer dizer que a mudança não seja possível, ou desejável.”


Infelizmente a leitura de Santuário dos Ventos não me surpreendeu ou me prendeu como gostaria que tivesse acontecido. O começo se desenrolou bem, com a apresentação da protagonista na infância até a adolescência. O livro se torna desinteressante na segunda parte para frente.
Perdoem-me os fãs de R.R. Martin, mas essa obra especificamente não foi o que esperava do autor.

Maris e seu drama não conquistaram, entendo que a premissa talvez fosse criar uma personagem forte, adulta e centrada em mudar os paradigmas da sociedade que ela vive, mas fizeram isso tão bem, que para o leitor fica difícil entende-la e se solidarizar com o seu sonho. Ela é uma personagem enigmática para os demais, mas acabou sendo pra mim também.

O período em que a história se passa também é outro ponto que pode causar confusão. A contra capa fala de um suposto contexto de naves intergalácticas e elementos espaciais que desembarcam no universo de Santuário dos Ventos, porém, à este assunto, um único parágrafo é utilizado para descrê-lo, ou seja: faltou uma melhor contextualização. Da mesma maneira, ocorre com "monstros" citados nos resumos disponíveis. Eles aparecem muito pouco, gostaria de ter visto mais ação nesse sentido.

Tento sempre ver um lado positivo em cada história, em cada livro, mas definitivamente este não foi o caso. Fiquei esperando algo grandioso, algo que exigisse mais da força que a personagem principal apresentava, também esperava que outros personagens pudessem ser melhores desenvolvidos e as relações pudessem ter mais força. 

Para não falar que o livro todo ficou devendo, achei o desfecho dado à história até digno, sem tentativas de rodeios ou enrolações. 






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