Resenha: "A Hora do Lobisomem", de Stephen King

julho 06, 2018



Livro: "A Hora do Lobisomem"
Autor: Stephen King / Ilustrações: Bernie Wrightson
Editora: Suma de Letras
Ano de Lançamento: 2007
Páginas: 152 páginas

Sou fã confesso, declarado, registrado e carimbado de Stephen King e aos poucos estou tentando ler toda sua obra. Missão árdua e longa, porém extremamente prazerosa. E continuando essa luta, chegou a vez de um clássico que, até pouco tempo, estava esgotado em nossas livrarias: “A Hora do Lobisomem”.

Lançado lá na década de 80, o livro estava esgotado no Brasil há anos e agora ganhou um novo lugar ao Sol graças a nova edição lançada pela Suma de Letras na coleção (maravilhosa!) Biblioteca Stephen King. Este foi o segundo livro lançado por eles neste projeto, que já engloba “Cujo”, “O Iluminado” e “A Incendiária”. Para o ano que vem já foram anunciados os muito esperados “A Metade Sombria” (conhecido pela edição anterior como “A Metade negra”) e “Trocas Macabras”.

“A Hora do Lobisomem” é considerado por alguns como uma noveleta, por ser relativamente curto (comparado com as outras obras do SK). Todo dividido em meses do ano, janeiro a dezembro, acompanhamos os habitantes da cidade de Taker’s Mill, no Maine (novidade), que começam a sofrer brutais assassinatos nas noites de lua cheia, trazendo o medo e a insegurança na pequena cidade. Cada capítulo se passa numa dessas noites, e através deles acompanhamos os ataques do lobisomem. A liberdade criativa do autor foi usada para algumas noites de Lua Cheia coincidirem com feriados específicos, como Dia dos Namorados, Quatro de Julho e Ano Novo.

Este livro está bem longe de figurar entre os melhores livros do mestre, porém não acho que deva ser deixado de lado. Adorei os capítulos curtos e diretos que, mesmo com poucas palavras, consegue nos dar a imagem mental da cidade e dos seus habitantes. Os ataques são clichês, mas não deixam de ser interessantes. O mistério da identidade humana da besta acaba por ser o grande mistério da história, porém já é revelado um pouco depois da metade do livro, criando um clímax bem interessante.

A edição é toda caprichada, com uma capa emborrachada linda e ilustrações a cada capítulo do famoso ilustrador Bernie Wrightson. Apesar de lindas, as ilustrações, em alguns momentos, dão alguns spoilers sobre o que acontece no capítulo, podendo estragar algumas surpresas antes da hora. Nada que estrague a leitura, mas poderia ser uma melhoria.

Repito, este livro está bem abaixo no ranking dos melhores livros do autor, mas, ainda assim, é Stephen  King. Cada livro do mestre é uma verdadeira aula sobre como contar histórias e como gerar suspense e ótimos finais, conseguindo ser diferente e, ao mesmo tempo, tendo sua identidade presente em cada obra.






Você também vai amar:

0 comentários

Subscribe