RESENHA: O HOMEM DE GIZ

junho 13, 2018




Autor: C. J. Tudor
Editora: Intrínseca
Ano de lançamento: 2018
Páginas: 272
Resultado de imagem para homem de gizSinopse: Assassinato e sinais misteriosos em uma trama para fãs de Stranger Things e Stephen King
Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes.
Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás. Alternando habilidosamente entre presente e passado, O Homem de Giz traz o melhor do suspense: personagens maravilhosamente construídos, mistérios de prender o fôlego e reviravoltas que vão impressionar até os leitores mais escaldados.





“Pessoalmente, descobri que é muito melhor pegar nossos medos, trancá-los em uma caixa bem fechada e guardá-los no canto mais profundo e escuro da mente.”

Apesar de ler algumas notas sugerindo um baixo desempenho de escrita, me apaixonei.
Sou fã do gênero suspense e costumo matar charadas sempre de cara, o que geralmente torna, particularmente a mim, o restante do livro um tanto sem graça. Com toda a certeza, isso não ocorre em O Homem de Giz. 

No thriller de C. J. Tudor, a história central foge do clichê envolvendo um casal, ou um mocinho (a) x vilão. Homem de Giz é marcado por um enredo composto por vários personagens que poderiam desempenhar um papel central: um grupo de jovens vivendo o frescor da adolescência e tendo que lidar com desafios bastante pesados, determinando o caráter e a personalidade de cada um.
Uma característica muito apreciada no livro foi o fato de encontrar mais segredos além do proposto, ou seja, vão aparecendo inúmeros fatos que precisam de respostas e vários personagens dignos de "culpa" ou "desconfiança".

Fazia muito tempo que não encontrava uma obra com vários núcleos sendo apresentados. Isso deu dinâmica à história e despertou em mim a curiosidade mais insana, aquela que você não consegue largar o livro enquanto não entender no detalhe tudo o que está acontecendo.

Se pudesse citar um ponto negativo, ele seria relativo à alguns fatos que ocorrem durante a história e que, ao final, a autora nos deixa sem resposta. Talvez esses detalhes “soltos” sejam propositais, para que parecesse ao leitor que a história teria determinado culpado, para mim não afetou o brilho da obra.
Falando sobre o desfecho, a polêmica do “Gostei do livro, mas não gostei do final”, nessa leitura não existe. Você termina o livro e diz  “Pois é, taí!” e isso certamente nos traz uma certa paz. C.J. Tudor ganhou meu coração e minha admiração.



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