RESENHA: JOGADOR Nº 1, Ernest Cline

junho 26, 2018



Jogador nº 1 foi lançado em 2011, mas voltou aos destaques esse ano por conta da estreia de sua adaptação cinematográfica dirigida por Spielberg. Esse é um livro tão nostálgico, que vale a leitura tanto para amantes da década de 80, como para pessoas mais jovens.


Sinopse: O ano é 2044 e a Terra não é mais a mesma. Fome, guerras e desemprego empurraram a humanidade para um estado de apatia nunca antes visto. Wade Watts é mais um dos que escapa da desanimadora realidade passando horas e horas conectado ao OASIS – uma utopia virtual global que permite aos usuários ser o que quiserem; um lugar onde se pode viver e se apaixonar em qualquer um dos mundos inspirados nos filmes, videogames e cultura pop dos anos 1980. Mas a possibilidade de existir em outra realidade não é o único atrativo do OASIS: o falecido James Halliday, bilionário e criador do jogo, escondeu em algum lugar desse imenso playground uma série de Easter Eggs, e premiará com sua enorme fortuna – e poder – aquele que conseguir desvendá-los. E Wade acabou de encontrar o primeiro.


Esse é um Scifi YA para amantes de jogos, tendo isso em mente, é possível entender o porquê de tantas referências e aproveitar mais a leitura. Mas não tenha medo caso você não conheça muito desse universo e/ou não sinta vontade de googlar todas as vezes, porque isso é um fator extra e não determinante para compreensão do livro.

A busca pelos Easter Eggs e, consequentemente, a fortuna de Halliday é o que move a história. Wade  mergulha de cabeça na vida do criador do Oasis e na cultura da década de 80 e tenta desvendar as pistas deixadas. Nesse ponto o autor mostra toda sua habilidade e nos faz entrar no jogo com ele, criar teorias sobre os enigmas e pesquisar para tentar desvendar os mistérios. A corrida para encontrar as chaves também é engenhosa, apesar de previsível, e quando menos se espera, você já encontrou o seu jogador para torcer.

O Oasis e a sua capacidade de permitir que as pessoas fujam da realidade poderia ter sido melhor trabalhado. Tudo de importante ocorre dentro do universo virtual em detrimento da vida fora do jogo. Wade, nosso protagonista, descreve como é a realidade miserável de boa parte da população (assim como a sua) e dos esforços que fazem para se manterem conectados.

O antagonista dessa história é a IOI (Innovate Online Industries), uma multinacional que almeja se tornar a maior empresa do planeta e sempre quis o Oasis. Eles jogam baixo para conseguir desvendar os Estaer Eggs e assim ter a população mundial sobre suas garras. Apesar de não aprofundado, é possível fazer paralelos com grandes conglomerados corporativos que existem na atualidade e só visam os lucros, independente dos problemas que trouxerem ao mundo.

A narrativa do Ernest Cline é bem descritiva, o que pode cansar as vezes, mas também ajuda a nossa imaginação a criar cenas quase cinematográficas de tão detalhadas. Uma leitura divertida e empolgante, super indicada para os Nerds que viveram a década de 80 ou para quem gosta de cultura Geek em geral.








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