Resenha: A Mulher na Janela - A. J. FInn

abril 05, 2018




“Não é paranoia se realmente está acontecendo”
Vamos abrir espaço para um dos melhores thriller que eu já li! Se você está procurando um livro que te prenda do começo ao fim, você precisa ler "A mulher na janela"







A Mulher na Janela
Autor: A.J Finn
Editora: Arqueiro
Ano de lançamento: 2018
Páginas: 352
Sinopse: Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos.

Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir.

Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle?

Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. 'A mulher na janela' é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.“Não é paranoia se realmente está acontecendo”



Confesso que fazia um tempo que eu não pegava um thriller tão envolvente, um que me prendesse ali e ficava imersa na leitura devorando até a ultima pagina.

Em “Uma Mulher na Janela” temos como protagonista Anna Fox, uma psicóloga infantil que vive reclusa em sua casa, depois de um trauma desenvolve Agorafobia e não sai faz quase um ano.

agorafobia
  1. substantivo feminino
    psicop medo mórbido de se achar sozinho em grandes espaços abertos ou de atravessar lugares públicos; cenofobia.

Seu marido e filha não moram com ela e seus companheiros são Punch, seu gato, filmes antigos, um (ou vários) Merlot e sua câmera. Para passar as horas divide seu tempo em jogar partidas de xadrez na internet, dar suporte em um site chamado Ágora e seu hobbie favorito: espionar os vizinhos.

Ela conta também com a ajuda de seu psiquiatra, Bina sua fisioterapeuta que acabou virando sua amiga e seu inquilino David que mora no porão. Na história ainda temos Wesley, amigo que dividia seu consultório. Você acha que é um personagem desnecessário mas que acaba tendo uma grande importância em alguns acontecimentos.

Somos apresentados aos poucos a Anna Fox, sua rotina, medicamentos e taças de vinho que a ajudam a lidar melhor com suas condições. O começo se desenrola devagar, o que poderia deixar a historia maçante mas se fez necessário com o desenvolvimento do meio para o final, para entendermos melhor algumas pontas soltas.

Ela vive bisbilhotando os Russells pela lente da sua câmera Nikon, sempre invejando a família perfeita, igual ela tinha. Começa criar uma proximidade com Jane e Ethan Russell, os vizinhos que moram a uma quadra a frente e cria uma empatia maior por Ethan.


Não é paranoia se realmente está acontecendo

Quando as coisas começam a acontecer criamos também a duvida se ela realmente está vendo e não alucinando ou criando paranoias, já que as coisas parecem acontecer somente naquele mundinho dela e até ela começa a se convencer que são coisas da cabeça dela já que ninguém parece acreditar.

Quero destacar a saudade que ela sempre sente do marido (Ed) e da filha (Lizzy), mesmo conversando todos os dias com eles, ela sempre está comentando a falta que eles fazem. Em momento algum desconfiei o motivo do porque eles não estão lá morando com ela ou fiz questionamentos sobre onde moram, porque não estão lá. Aos poucos ela conta o motivo da separação dela até que é revelado o porque deles não estarem lá. Confesso que não estava esperando por essa, fiquei tão submersa tentando adivinhar o que tinha acontecido com a vizinha que acabei me desligando um pouco dos dois.

Indo para o final do livro estava convicta que já sabia o que estava acontecendo e já tinha praticamente certeza como essa história ia terminar. Só que A.J Finn me surpreendeu e fiquei com a cara no chão, a forma em que Anna conduziu as coisas apesar de suas condições fez ver ela como uma mulher que com tudo ainda quer viver.


A.J Finn desenvolveu uma historia fascinante, viciante e vemos tudo isso pela perspectiva de Anna, sentimos com ela, agonizamos e quase cheguei ao ponto de querer ajuda-la.
“A Mulher na Janela” foi uma leitura intensa e me deixou apaixonada pela protagonista. Com certeza já sei que vai entrar para os melhores.


                               

Esse mereceu 5 caveirinhas, porque realmente me pegou de jeito!



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